Dica de leitura - A Alma da Casa


Foto: Dayan Rodio/Pexels

O tipo de casa em que moramos, o estilo de nossa mobília e as cores que usamos na decoração, tudo isso revela nossa personalidade, nosso gosto, nossos valores e interesses. “A Alma da Casa”, de Jane Alexander é um guia prático com conselhos simples para que cada leitor possa tirar o que de melhor sua casa pode dar em termos de bem-estar - seja ela uma mansão vitoriana, um apartamento comum, ou até mesmo uma simples quitinete.

O livro parte do princípio de que, não importa a localização ou o tamanho, o lar deve ser um refúgio. Segundo a autora, os povos ancestrais honravam a casa como um espaço sagrado, que garantia a seus moradores segurança e paz. Neste livro, ela ensina como recapturar essa idéia e descobrir os espíritos que habitam nossas casas, transformando-as em santuários que irão permitir que o corpo se refaça, a mente se acalme e a alma se alegre.

Em “A Alma da Casa”, Jane Alexander divide suas próprias experiências nas diversas casas que teve ao longo da vida, apresenta teorias psicanalíticas sobre o importante papel da casa na vida do ser humano e, em um segundo momento, orienta o leitor em rituais práticos para conhecer seu próprio lar. Através do uso das técnicas do feng-shui; de rituais de arrumação e limpeza; do uso das cores, sons e texturas, o livro apresenta ao leitor uma nova maneira de lidar com sua casa, tranformando-a em aliada para uma vida equilibrada - fisica, mental e espiritualmente.

O livro
Título: A Alma da Casa: como Transformar a sua Casa num Santuario (2001)
Editora: Bertrand Brasil
Título original: The Spirit of the Home
Idioma: Português
Páginas: 364
Ano de edição: 2001
Autora: Jane Alexander
Tradutora: Marcia Frazao

Fonte: Americanas

A organização da casa reflete no seu bem-estar e felicidade

É importante criar um ambiente de energia positiva, começando por onde você acorda todos os dias


Foto: Kaylah Otto/Unsplash

A maneira como se organiza e decora a casa interferem na saúde e felicidade

Uma importante contribuição para a saúde é estar rodeado de coisas que fazem você se sentir bem. Assim como a alimentação, os exercícios físicos, as relações e a carreira, o ambiente de sua casa tem um papel enorme em como você se sente. É importante criar um ambiente de energia positiva, começando por onde você acorda todos os dias!

A maneira como você decora, as coisas que você mantém em seus armários e em suas prateleiras, e como você arruma seus quartos e camas interferem muito em sua saúde e felicidade.

Aqui estão algumas maneiras simples de se sentir bem em seu espaço:

Imprima sua personalidade - Pendure fotos alegres da família e amigos, e exiba itens significativos na decoração, como peças que trazem memórias, como as adquiridas numa viagem especial. Adicionar coisas em torno de seu espaço que trazem boas lembranças e sorrisos são uma grande maneira de trazer a sensação de estar verdadeiramente em casa.

Inspire-se - Escolha as cores, o design, e os objetos que lhe trazem inspiração e trazem à tona sua criatividade. Adicione também peças que o motivam, como citações inspiradoras, ou uma placa com frases que expressem suas paixões e propósito. Estas são maneiras poderosas de colocar sua visão em ação para alcançar seus objetivos!

Encha o seu espaço de plantas - As plantas domésticas são a maneira perfeita de trazer vibrações da natureza para dentro de sua casa. Foi comprovado que as plantas melhoram a qualidade do ar, aumentam o oxigênio, e trazem uma sensação de calma. Há uma variedade grande de plantas que exigem manutenção mínima e que não precisam de cuidado constante, basta escolher e aproveitar seus benefícios!

Deixe entrar luz natural - A luz natural não só é uma impulsionadora instantânea de humor, como também pode ser benéfica para a sua conta bancária: ela reduz os custos com energia e poupa dinheiro. Permita que a luz banhe a sua casa para ajudar a aliviar o estresse e a ansiedade e impulsione o seu sistema imunológico naturalmente.

Aconchegue-se - Não há melhor sensação do que voltar para casa depois de um dia estressante para relaxar, colocar os pés para cima, e deixar ir qualquer coisa que está criando tensão em seu corpo. Fazer seu espaço acolhedor e confortável é de suma importância para sua saúde. Sua casa deve ser um lugar onde o relaxamento vem naturalmente, por isso, inclua cobertores confortáveis, lençóis, travesseiros, e sofás que fazem você sentir uma dose extra de calma.

Organize - A desordem pode causar superestimulação e estresse desnecessário. Pode distrair e trazer a sensação de opressão. Em vez de criar ansiedade evitável em sua vida, reserve tempo para reorganizar as coisas. Qualquer coisa, da roupa em seu armário à gaveta da “bagunça” em sua área de serviço pode estar atrapalhando e tomando espaço em sua mente, mesmo quando você não está olhando. Se você não é um fã de organização, contrate uma boa personal organizer que irá ajudá-lo a organizar a sua vida, e consequentemente melhorar sua saúde mental.

Pratique aromaterapia - Não há nada como voltar para uma casa cheirosa e aconchegante. Use óleos essenciais, incenso e velas para criar uma atmosfera de relaxamento, acolhimento e um ambiente meditativo. Com certeza seu humor será positivamente impactado.

Por: Andrea Gusmão | Fonte: nd+

Ame a sua casa


Foto: Samantha Gades/Unsplash

Foi essa a conclusão que eu cheguei lendo o artigo 5 Ways to Love Your Home (em inglês), do site Life your Way, com várias dicas boas (recomendo). Aliás, essa é a conclusão que venho chegando nos últimos dois anos e foi decisiva no meu processo diário de organização. Porque, quando amamos a nossa casa, não achamos legal ter um quarto da bagunça, por exemplo. Nem uma gaveta cheia de tralhas. Nós temos cuidado. Queremos arrumar e manter conosco somente aquilo que amamos. Por isso, baseada no texto indicado acima, eu gostaria de tecer algumas recomendações:

1) Tenha um compromisso com a sua casa, como se fosse um encontro ou uma reunião importante. Se você marcou na agenda que hoje à noite é dia de tirar as teias de aranha, ou que sábado é dia de fazer faxina – qualquer que seja o compromisso, seja fiel a ele. Não deixe de cuidar da sua casa para fazer qualquer outra tarefa irrelevante e até com prioridade menor. Veja sua casa como um santuário que tem tudo a ver com você e precisa ser cuidado diariamente, como uma plantinha, ou mesmo seu corpo (ou você fica sem beber água, se alimentar etc?). Cumpra os compromissos com a sua casa – limpe a pia do banheiro, guarde a louça limpa, recolha a roupa em um cesto. Sua casa é o bem material mais importante que voc6e tem, não importa se é própria ou alugada. Você está ali, envolvendo sua energia, diariamente, e precisa fazer dela um lugar que te lembre a noção de lar.

2) Sempre que puder, traga flores para dentro da sua casa. Mas flores de verdade. Tomo mundo diz que elas dão um outro ar para o ambiente, e dão mesmo.

3) Abra as janelas. Manter as portas e janelas fechadas vão fazer a sua casa mofar. Ar fresco sempre renova e faz uma diferença enorme no humor.

4) Tire a tralha. Você já deve estar cansado(a) de ler isso por aqui, mas tralha não leva a nada. Uma coisa é ter uma coleção. ok. Outra coisa é manter caixas cheias de itens e papéis inúteis que não têm qualquer utilidade e apenas ocupam um espaço valioso. Isso vale para roupas que você não usa e eletrodomésticos, por exemplo.

5) Preste atenção nos detalhes. A diferença entre uma coisa boa e outra sensacional sempre reside nos detalhes. Então preste atenção naquele canto cheio de poeira ou as teias de aranha no teto. Quando você presta atenção nessas pequenas coisas, todo o conjunto funciona melhor.

De que outra maneira você acha que podemos demonstrar amor pela nossa casa?

Por: Thais Godinho | Fonte: Vida Organizada

Brasileiros escolhem "esperança" como a palavra para 2022

Especialistas em saúde mental falam sobre a importância do termo

Foto: Freepik

Os brasileiros querem ser mais otimistas em 2022. Pelo menos, este é o resultado do levantamento feito pela Consultoria Cause e pelo Instituto de Pesquisa Ideia, que ainda apontou "vacina" como o termo de 2021. Dos 1,2 mil entrevistados entre 6 e 9 de dezembro, 17% escolheram "esperança" a palavra para o próximo ano, seguida de "saúde" (10%) e "recomeçar" (7%). Para especialistas em saúde mental consultados por GZH, mais do que a expectativa condicional de ocorrer algo bom, é preciso também agir para a roda da vida seguir girando. 

"Esperança" tem sido uma palavra recorrente entre os brasileiros desde a primeira pesquisa, realizada em 2017, segundo o economista Maurício Moura, fundador do Instituto de Pesquisa Ideia e professor da Universidade George Washington. Somente entre 2018 e 2019, "mudança" foi o termo mais lembrado — na mesma pesquisa, realizada sempre em dezembro, se pergunta pela palavra do ano que passou e pelo termo do período que virá.

— Na verdade, esperança é um sentimento do brasileiro. É bastante particular da opinião pública brasileira a sensação de que o futuro será melhor do que o presente. Na América Latina, em geral, a questão da expectativa do futuro é recorrente. Ao contrário da Europa, onde essa visão é mais pragmática e as pessoas não esperam um futuro melhor do que o presente — destaca Moura, apostando em "inflação" como a palavra de 2022.

Para o psicanalista Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), a seleção de um termo que defina o ano permite às pessoas conversarem sobre o futuro, se reconhecendo numa mesma palavra. Porém, ele ressalta a ambiguidade existente na escolha dos brasileiros.

— "Esperança" é um termo ambíguo e pode remeter ao esperançar, expressão de Paulo Freire para designar um tipo de desejo, ou designar um tipo de espera, de expectativa condicional para que algo aconteça e, só então, possamos agir em conformidade com o nosso desejo — ressalta.

Ainda assim, Dunker considera necessário ter esperança, expectativa, desejos ou, de uma maneira mais abrangente, a chamada perspectivação do futuro.

"É importante ter um certo pensamento regrado, capaz de distinguir o que é um futuro próximo, de média distância e um futuro longo. Esta capacidade de articular-se no tempo é um grande indício de saúde mental e da nossa resiliência".
Christian Dunker, Psicanalista.

Mas há os que desaprovam por completo a palavra como um termo positivo. Em artigo relacionado ao novo ano e publicado no Brazil Journal, o estrategista de comunicação e embaixador global da Unesco, Nizan Guanaes, fez questão de escrever sobre a desesperança, por não acreditar que o contrário dela seja capaz de mudar algo nos rumos da humanidade.

Nas palavras de Guanaes, a esperança leva o ser humano a "terceirizar soluções que o mundo precisa urgentemente". A provocação de Guanaes gerou uma onda de compartilhamento do texto nos meios empresariais. 

O psiquiatra Nélio Tombini, diretor da clínica Psicobreve, também segue na linha de pensamento de Guanaes. 

— Vejo a esperança como uma certa passividade diante da vida, e isso é muito da nossa cultura. Quando falamos esperança, é como uma espera de que algo vai ocorrer. Alguém ou algo fará algo para mim. O melhor seria se as pessoas dissessem "em 2022 farei de tudo para que a minha vida possa ser melhor", "espero me cuidar, não que alguém faça por mim" — argumenta.

Assim como Dunker, Tombini lembra do educador e filósofo Paulo Freire e do verbo esperançar, que, para ele, poderia ser pensado para o próximo ano. 

Em sua obra Pedagogia da Esperança (1992), Freire, patrono da educação brasileira, cita que "… É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo".

Razão para ser símbolo de 2022

Psicanalista e escritor, Mario Corso faz questão de dizer que gosta da palavra esperança e salienta que os brasileiros têm razão em pensar nela como símbolo para 2022 depois de quase dois anos depressivos, como ele mesmo define.

— A vontade de viver se mistura com o que seja esperança, na falta de um conceito melhor. Não brigaria com essa palavra. A pandemia transformou a vida em algo difícil. Foram dois anos em que perdemos pessoas, empregos, negócios, amores, vínculos, empobrecemos no sentido econômico e nos laços de situações que não vivemos, encontros que não tivemos e festas que não aconteceram. Então, quando não temos nada, nos agarramos nessa força vital chamada esperança — afirma Corso.

"É necessário acreditar porque, às vezes, é a única coisa que se tem. Apesar de tudo e contra tudo, acreditar que ainda é possível".
Mario Corso, Psicanalista.

Mesma perspectiva tem o psicólogo Fernando Elias José, especialista em psicologia cognitivo-comportamental. Para ele, esperança traz estímulo e perspectiva à vida, mas não pode ser de forma passiva.

— A esperança é capaz, sim, de mover o ser humano. Mas o indivíduo precisa agir, sem ficar esperando acontecer — completa.  

A marca do povo brasileiro é a esperança, resume a psicóloga Samantha Sittart, especialista em psicoterapia psicanalítica e membro do grupo de pesquisa Envelhecimento e Saúde Mental (GPESM-CNPq).  

— Neste finalzinho de ano, acompanhei uma fala recorrente dos pacientes: "Espero que em breve possamos nos ver de novo sem as máscaras! Não vejo a hora!". Isso já demonstra um sopro de esperança de dias melhores, de um amanhã que possamos vislumbrar a nossa maior riqueza, que é a nossa liberdade — argumenta.

Tanto Corso quanto Samantha fazem questão de alertar sobre a importância de se ter esperança, mas sem viver apenas de planos e promessas.

— A esperança não é enganosa. Enganoso é o discurso que se usa disfarçado de esperança para construir uma promessa — destaca Corso.

— Precisamos nos responsabilizar por nossas atitudes, e não apenas terceirizar ao outro, ao próximo, ao adversário político, a Deus e ao Universo. Precisamos ser pessoas responsáveis por nossas atitudes — completa Samantha.

"A vida é uma constante impermanência, e o que ela pede da gente é coragem para seguir em frente".
Samantha Sittart, Psicóloga.

Questionados sobre qual palavra gostariam de destacar para 2022, Corso foi o único a citar "esperança". Dunker e Tombini reforçaram "esperançar". O psiquiatra gaúcho ainda citou "saúde", principalmente relacionada à busca pela saúde mental. Elias José escolheu "fé", não ligada à religião, mas sugerindo que as pessoas voltem a acreditar na vida de uma forma geral. E Samantha lembrou de "amor", defendendo ser este o ponto de partida para nos tornarmos pessoas mais respeitosas e tolerantes às diferenças: amar a si mesmo para amar o próximo.

Anualmente, a Consultoria Cause e o Instituto de Pesquisa Ideia realizam a pesquisa sobre a palavra do ano vigente e a palavra para o ano seguinte. Abaixo, confira as escolhas:

As palavras para o ano seguinte, escolhidas no final do ano anterior:

  • 2022: esperança
  • 2021: esperança
  • 2020: esperança
  • 2019: mudança
  • 2018: esperança

Por: Aline Custódio | Fonte: GZH