Páscoa: 8 dicas para decorar a casa


Foto: Taisiia Stupak/nsplash

Que tal arrumar a casa especialmente para a Páscoa? As crianças podem ajudar nesta tarefa e, juntos, vocês vão criar um clima gostoso para a chegada do coelho. Na decoração não podem faltar coelhinhos, chocolate e (muita!) imaginação. Confira abaixo algumas dicas:

Ninho dos coelhos

Escolha um canto tranquilo da casa e, junto com o seu filho, monte o ninho do coelhinho da Páscoa. Você pode usar uma cesta de palha como base e decorar com ráfia, cenouras mordidas e (muitos!) coelhos de pelúcia ou pano.

Varal de Páscoa

Com um barbante e miniprendedores coloridos, faça um “varal de Páscoa”. Nele você pode pendurar os desenhos temáticos feitos pelos seus filhos, saquinhos com ovos e mensagens positivas que remetam à data.

Patinhas no chão

Na noite anterior à Páscoa, espalhe patinhas do coelho pelos cômodos, criando um caminho que leve as crianças até os ovos de chocolate. Imprima um modelo aqui.

Ovos de verdade

O ovo é um elemento fudamental na Páscoa. Por isso, uma ideia é pintar ovos de galinha. Com auxílio de uma agulha, faça um furinho no ovo do tamanho da ponta de uma caneta. Insira um palito para ajudar a quebrar a gema e facilitar a retirada dela junto com a clara pelo furo. Depois lave bem com água e detergente. Você também pode deixar de molho em uma solução com água e vinagre. Deixe secar e mãos à obra. Use tinta atóxica e deixe seu filho criar à vontade. Vale acrescentar fitas coloridas ou, com uma caneta hidrocor, escrever mensagens. Espalhe-os pela casa e pelo ninho do coelho. Outra ideia é o seu filho presentear a família com o que ele criou.

Chocolates pela casa

Tire algumas travessas do armário e encha de chocolate. Você pode usar miniovinhos, bombons, waffles, amêndoas e confeitos coloridos. Decore os objetos com fitas e disponha-os pela casa.

Mesa decorada

Para deixar a sua mesa com cara de Páscoa, faça um porta-guardanapos com rolinho de papel higiênico junto com as crianças. Para isso, corte-o ao meio e use um barbante grosso para encapá-lo na vertical. Quando terminar, pegue um broche de cenoura, amarre com um pedaço de ráfia e passe ao redor do rolinho.

Você também pode decorar copos de acrílico com fitas e enchê-lo de chocolates. Eles podem, inclusive, virar lembrancinha aos seus convidados. Para isso, feche com papel celofane e amarre.

Sobremesa delícia

Já que é tempo de chocolate, que tal pedir ajuda do seu filho e preparar um chocolate de colher? Você pode colocá-los em em potinhos de vidro e decorar a tampa com tecidos no tom laranja. Um laço feito com fita cetim pode dar o arremate final.

Máscaras de coelho

Para deixar a sua casa mais divertida, pendure nas paredes máscaras em formato de coelho. Você pode fazer o rosto do coelho em uma cartolina, papelão ou EVA. Corte e dê para as crianças colorirem. Cole pela casa ou pendure no “varal da Páscoa”.

Se as crianças quiserem vesti-las, lembre-se de fazer três furos na máscara, mais ou menos na altura dos olhos da criança, e no nariz. Faça também um pequeno furo em cada um dos lados e amarre um elástico. Assim, a máscara não cai e as crianças podem se divertir muito!

Por: Flavia Bezerra
Fonte: Crescer

Uma casa com a sua cara

Foto: Timothy Vuck/Unsplash

Montar um lar não diz respeito apenas à decoração. Os objetos escolhidos para compor os ambientes, a maneira como você dispõe cada um deles ou mesmo as cores da parede dizem muito sobre quem você é e seu momento de vida. Sua casa, afinal, não precisa ser perfeita, mas contar a sua história.

Sempre mantive o olho arregalado para o espaço em que a gente vive. A casa, em todas as suas versões, é paixão da vida inteira – desde tempos remotos, quando minhas (bonecas) Fofoletes habitavam embalagens de sapato. Caixas de fósforos eram camas com colchões feitos de chumaços de algodão. Luminárias eram criadas a partir da combinação de tampinhas de xampu com outras de amaciante de roupas: design baseado no reaproveitamento de materiais, sabe como? Janelas e portas eram riscados e recortados no papelão e qualquer sobra de tecido virava roupa de cama, tapete, cortina… Já a casa das bonecas adultas era diferente, tinha mobiliário em escala e requintes do tipo: um aparador com prateleiras abertas para abrigar um aparelho de jantar e um jogo de copos composto de tampinhas de guaraná e de pasta de dentes.

Exercícios de criança que me fizeram notar que dois ingredientes são básicos na composição de um lugar que você possa chamar de seu: capricho e personalidade. Qual o sentido, afinal, de ocupar um espaço que não tenha sido pensado (e não seja mantido) com amor, que não tenha a ver com o momento que você vive ou com seus interesses mais pessoais? Que história você quer contar na sua casa? Quais são suas inspirações, referências de conforto e de bem-estar?

Qual foi a última vez em que esteve em algum lugar e pensou: “Eu poderia morar aqui”? Pode reparar: quando um lugar mexe com você é porque ali tem algo que remete ao seus desejos mais íntimos. Pode ser a cor de uma parede ou o desenho de um sofá. Pode ser o perfume do ambiente ou a quantidade de luz que entra pelas janelas. Seja lá qual for o ingrediente mágico, pode ter certeza de que ele tem a ver com algo que te deixa feliz ou confortável.  Seria muito mais interessante, portanto, colecionar referências que emocionem você de alguma maneira a deixar-se levar por tendências, pelo que alguém julga adequado ou ao que parece certo à primeira vista.

Para ilustrar esse assunto, recorro novamente aos experimentos pessoais. Quando mudei para meu primeiro apartamento, estava em um relacionamento sério com o cineasta Pedro Almodóvar. As casas dos seus filmes pareciam todas feitas sob medida para meus planos indecentemente felizes de quem tem vinte e poucos anos. Resolvi então dedicar meu tempo livre a pintar cada centímetro do apartamento de 40 metros quadrados, recém-alugado, com (quase) todas as cores do mundo. Me dava um prazer louco percorrer aquele labirinto colorido de sensações. Da sala pincelada de verde e azul para a cozinha rosa-chiclete, passando pelo banheiro amarelo com flores pintadas à mão nos vitrôs com vista para lugar algum. O final feliz era um novo mergulho no azul que me fazia ter sonhos bons todas as noites.

Durante anos fui entusiasta das cores, hábito que me transformou em uma experiente pintora de paredes, craque em percorrer o catálogo de amostras da loja de tintas e determinar em segundos as combinações mais promissoras. Foram muitas mudanças, até que um dia o amor pelas cores parecia descabido. Precisei mergulhar momentaneamente em uma imensidão de paredes tingidas de branco-neve para conseguir resgatar o amor pelas cores. Isso é sentir o momento e fazer dele a referência para o cenário que você habita. O branco, naquele instante específico da minha vida, era necessário para arejar as ideias, limpar velhos pensamentos, trazer novidade. Ainda hoje vivo feliz entre paredes brancas, mas com recaídas esporádicas para tons vibrantes.

A cozinha voltou a ser rosa-chiclete, veja só! Prova de que, no íntimo, ainda existe uma pessoa exuberante vibrando dentro de mim. As paredes coloridas são apenas um lembrete.

Qual o sentido de ocupar um espaço que não tenha sido pensado (e não seja mantido) com amor, que não tenha a ver com o momento que vive ou com seus interesses pessoais?

Além do arco-íris

Para uns, a casa meio bagunçada porém cheia de informações e memórias é o que importa. Para outros, a organização visual, o menos é mais, tem seu valor. Quando o assunto  é morar não há regras, tampouco ideias impossíveis. Uma casa perfeita? Esqueça, ela não existe. Partindo do pressuposto de que nossa vida nunca está completa, que sempre caminhamos em busca de algo que nos mova, por que ter a perfeição como meta a ser atingida em território doméstico? Bom mesmo é que as coisas que nos cercam acompanhem a onda do momento. Que sejam valorizadas as marcas do tempo. O sofá arranhado pelo gato ou o carimbo do copo de cerveja esquecido sobre a mesinha de centro são provas incontestáveis de pequenas alegrias.

Se preciso for, arraste móveis, pinte novamente as paredes, escolha maneiras inéditas de preparar o ovo mexido, o café com leite. Fazer do ordinário algo extraordinário é desses prazeres que valem a pena experimentar. Tem tantas coisas que fazemos cotidianamente e que podem ter um gosto diferente em uma segunda-feira de manhã… Quase sempre é um detalhe mínimo ou uma coleção deles.

Cuidar de uma casa vai além de manter a limpeza em dia. Uma casa bem cuidada é mimada. Pede um olhar amoroso que pode durar alguns segundos ou uma tarde inteira – isso vai depender da disposição do dia e das combinações que você faz com o próprio tempo. Casa delícia tem umas folhinhas frescas no vaso da sala ou um botão de rosas plantado em um vaso ao lado da cama. Tem mudanças de coisas de seus lugares originais – arejar as ideias também é isso, meu bem! Olhar para casa como quem olha para a pessoa amada.

Prestando atenção aos detalhes, por mais imperceptíveis que aparentem ser. Arrumar uma parede com objetos, fotografias e o que mais lhe causar felicidade instantânea. Manter imagens na porta da geladeira que te façam sorrir em uma manhã mal-humorada.

Uma casa perfeita? Esqueça, ela não existe. Partindo do pressuposto de que a vida nunca está completa, por que ter a perfeição como meta em território doméstico?

A casa tem seus desejos e cabe a quem mora dentro dela atendê-los. Arrumar meia hora no meio da semana para rechear a geladeira com uma sobremesa daquelas ou gastar cinco minutos extras no trajeto de volta para buscar um pacote de pão fresquinho para o café da manhã do dia seguinte. Isso faz bem e sacia desejos recorrentes de inícios mais promissores.

Casa mimada é casa socorrida aos poucos. Um dia você dá um jeito diferente nas almofadas do sofá, no outro troca a lâmpada queimada há semanas. Devagar e sempre vem a sensação de que o que já é bom pode ficar melhor. Exatamente o contrário de deixar-se atropelar pelas artimanhas da loucura dos dias, de largar tudo para depois até virar nunca, e você se encontrar em um caos que parece sem saída. Não é isso que você quer para a casa que escolheu chamar de sua. Se for, me perdoe pela insistência. Mas é que sigo apostando na crença de que podemos fazer sempre algo bom, especialmente para nós mesmos.

Por: Chris Campos*
*Jornalista criadora de sites e blogs de decoração
Fonte: Vida Simples

Como uma casa bem arrumada impacta a vida das pessoas?

Otimizar seu tempo, economizar dinheiro e melhorar a saúde são alguns dos benefícios de se manter uma casa organizada


Foto: August de Richelieu/Unsplash

Uma casa arrumada, limpa e organizada traz uma série de benefícios para toda a família. Além do bem-estar físico e mental, também relaxa e ajuda a saúde. É uma atividade para jogar fora o que não precisa e organizar melhor os objetos, dando mais praticidade ao dia a dia.

E você, quando foi a última vez que fez uma faxina dessas que renovam a alma? Preparamos esse texto para mostrar os benefícios de ter uma casa bem arrumada.

Melhora o visual - Uma cama limpa, com o lençol esticado e travesseiros no lugar é bem convidativa, não é mesmo? Ter o hábito de deixá-la em ordem ao sair de casa dará essa sensação sempre que você voltar.

Por outro lado, uma pia acumulada de louça suja não é nada agradável. Mas depois de limpa, com os pratos, copos e talheres nos seus lugares, a cozinha fica mais bonita. Manter a limpeza e organização em dia não só melhora o visual da casa, mas passa uma sensação de paz.

Dá disposição e favorece a criatividade - Sabe aqueles 15 minutos livres que você fica sem fazer nada? Eles podem ser usados para limpar a mesa, organizar as correspondências, e até para colocar o armário em ordem. Se você faz limpeza regularmente, não acumula trabalho e ainda melhora o seu dia. Além disso, ganha mais disposição para seguir com as atividades do cotidiano.

Ter um lar organizado é uma fonte de inspiração para exercer a sua criatividade. Afinal, quando a cozinha está limpa e arrumada, dá aquela vontade de cozinhar e experimentar receitas diferentes. E quando você está com tempo livre, em um ambiente que lhe traz paz, surgem ideias para o trabalho, viagem e até para projetos pessoais.

Otimiza seu tempo e dá praticidade ao dia a dia - Não tem nada mais chato do que ficar procurando um objeto por horas, não é mesmo? Com uma boa organização, você não terá esse problema. Por isso, separe os objetos de acordo com a utilidade deles. Se preferir, defina os itens por tamanho, forma ou cor.

Se necessário, doe aquilo que não usa e está só ocupando espaço. Assim, você não ficará muito tempo procurando o que precisa e nem terá que limpar o que não usa.

Criar o hábito de sair de casa após uma breve organização fará com que sua mente esteja preparada e no ritmo ideal para concentrar-se nas demais atividades do dia. Faça o teste. O simples ato de arrumar a cama ou tirar o lixo vai ajudar na sua produtividade. Mas se você tem o costume de sair de casa com tudo fora do lugar, a tendência é de começar o dia acumulando tarefas, tornando-o mais cansativo.

Renova o seu estado de espírito - Ordenar a casa é uma atividade externa, mas também trabalha o nosso interior. Enquanto você faz uma higienização, organiza os móveis e distribui objetos, dentro de si há uma mudança positiva significativa. Simultaneamente, estará organizando os seus sentimentos e fazendo uma limpeza interna. Por isso é tão comum sentir-se mais leve após uma faxina. É a renovação da alma, do seu estado de espírito.

Economiza dinheiro - Quando você tem o hábito de deixar a casa limpa e organizada, passa a valorizar mais o seu cantinho. Reduz, por exemplo, a vontade de ir jantar fora só porque a louça está suja. Também evita que você fique pensando em comprar objetos que não precisa, pois terá uma visão ampla da casa e da utilidade de cada item.

Além disso, faz você refletir se realmente precisa ter tudo o que possui, doando os itens que podem ter utilidade para outra pessoa.

Desapegue do que está sobrando - Muitas vezes nós pensamos que precisamos de mais espaço e não nos damos conta de que, na verdade, precisamos é de menos coisas. Se você tem a sensação de que não tem espaço para guardar seus pertences, veja se eles têm utilidade na sua vida. Se a resposta for não, você pode organizar um bazar e ganhar uma renda extra ou até doá-los.

Melhora a saúde - Passar muito tempo sem limpar a casa faz com que o ambiente acumule pó, sujeira e é um convite para fungos e bactérias. Quem possui alergia sente o efeito de imediato. Por isso, evite doenças e crises alérgicas realizando a limpeza periódica e crie uma tabela para monitorar as limpezas profundas, como desinfecção e dedetização.

Reduz a ansiedade e baixa os níveis de estresse - Um ambiente caótico produz ansiedade. Enquanto não vemos as coisas em ordem, ficamos sufocadas com as pendências, o que gera estresse. Mas calma, você não precisa fazer uma faxina todo dia. Você pode dividir as tarefas durante a semana.

Por exemplo, use um dia para lavar roupa, outro dia para limpar o banheiro, um para organizar a cozinha, e daí por diante. Dividindo em etapas, você não acumula tarefas e nem se sentirá pressionada.

Promove a integração - Estar perto das pessoas que gostamos nos faz muito bem. Sejam familiares ou amigos, ter um tempo de convivência é importante para a mente e para o bem-estar. Promover um almoço, jantar ou churrasco em casa são ótimas opções para socializar.

Mas isso pode parecer algo distante quando não temos o hábito de arrumar a casa. Por isso, criar uma rotina de limpeza e organização é fundamental para integrar pessoas queridas ao espaço.

Mantém o equilíbrio - Quando você se livra de pendências — como afazeres domésticos —, sente-se mais leve e plena, podendo realizar qualquer outra atividade ou, até mesmo, descansar, de forma mais equilibrada. Não é à toa que os monges dedicam boa parte do seu tempo à faxina. Eles consideram essa prática um aprimoramento espiritual.

O mundo em que você vive depende da forma como você leva a vida. Ou seja, as suas atitudes são refletidas no mundo. Se age de forma positiva, verá o mundo dessa forma. Então, manter uma vida mais organizada — isso inclui sua casa — faz com que seus dias sejam mais leves e equilibrados.

Mais do que um hábito de higiene, manter a casa bem arrumada traz benefícios à sua vida e às pessoas que vivem com você. A casa é o nosso refúgio e também reflete o que somos. Ela influencia nosso cotidiano, por isso deve ser muito bem cuidada. Além disso, é a sua oportunidade de dar um toque pessoal a cada ambiente, tornando-o acolhedor.

Por: Guardex Self Storage Sal
Fonte: G1

Entenda como a sua casa impacta a sua vida


Foto: Brooke Cagle/Unsplash

Com as circunstâncias dos últimos anos, aprendemos o valor de criar um espaço que pudesse refletir a nossa essência. O período pandêmico trouxe à tona uma verdade até então pouco falada de como a decoração da casa impacta a sua vida.

Nunca tivemos tanto tempo e motivos para nos voltarmos para dentro. Como uma borboleta, que ao invés de dar o seu primeiro voo, se volta para o casulo, tivemos que adiar nossas vidas e olhar ao redor. E muita gente, não gostou do que viu…

Quem durante muito tempo se negligenciou, de repente, trancado atrás da porta de entrada, pode redescobrir os cantinhos que tinham ficado empoeirados, no lar e na vida. Ou seja, não só a casa impacta a sua vida, como ela reflete a maneira como se vive.

Casa: reflexo de nós mesmos

A pandemia nos colocou em uma situação de crise evolutiva que, embora dolorosa, foi uma oportunidade para germinar novos projetos. Muitos começaram a enxergar a necessidade de transformar o local em que vivem, de modo a criar uma atmosfera mais calorosa e acolhedora.

Aliás, casa é o nosso lugar no mundo, o espaço mais íntimo. O refúgio que nos abriga depois de um dia intenso de trabalho, o lugar onde escolhemos compartilhar com as pessoas que mais amamos, o ambiente que nos aceita da maneira que realmente somos.

Por isso, o design de vida que reflita o nosso próprio estilo, as nossas necessidades, a nossa personalidade, é essencial para melhorar a sensação de bem-estar. Ele deve ser capaz de influenciar positivamente o nosso estado de espírito e nos impulsionar, para sermos pessoas melhores.

Assim como a natureza, que para muitos de nós, é um lugar de aconchego e auto reconciliação, a casa impacta a sua vida e deve ter esse poder de cuidado. Ser capaz de remover as tensões e os pensamentos carregados. Além disso, abrir espaços dentro de nós para a passagem de sensações positivas. Afinal, a casa impacta a sua vida, para o bem e para o mal.

Aí está a importância de avaliar criteriosamente cada canto e cômodo, dos detalhes menores aos mais relevantes. Luz, cores, acessórios, móveis, estruturas. De modo que seja tudo harmonioso e nos faça sentir sempre bem à vontade.

Neuroarquitetura e suas infinitas possibilidades

Cada vez mais as casas foram sendo utilizadas para funções em que não foram projetadas. Trabalhamos, estudamos ou malhamos no mesmo ambiente em que vivemos. No entanto, será que é possível ter espaços adequados para cada uma dessas atividades? É importante que os lugares onde passamos a maior parte do nosso tempo seja bem pensados. Sendo executados de forma que nos favorece em diferentes aspectos, adicionando benefícios essenciais para uma boa qualidade de vida.

De qualquer modo, alguns assuntos abordados sobre como a casa impacta a sua vida pode parecer algo relacionado ao misticismo. Porém, não é. Na verdade, tudo o que absorvemos, é codificado pelo cérebro por meio dos nossos cinco sentidos: visão, audição, olfato, tato e paladar. Por isso, quando falamos que os ambientes influenciam nas nossas ações, estamos utilizando como base a ciência e seus estudos.

A chamada neuroarquitetura é uma disciplina que busca explorar a relação entre as pessoas e o lugar onde vivem. Ela aborda as respostas da mente em relação a todas as características do ambiente, da disposição dos móveis até a cor das paredes. Um local utilizado para interagir com pessoas, por exemplo, não vai corresponder bem a uma atividade que exige foco e disciplina.

Poucas pessoas consideram isso, porém, é possível transformar um ambiente, para que ele trabalhe a nosso favor. Mudando alguns detalhes em casa, podemos modificar a nossa vida e, consequentemente, nossa saúde física e mental.

Aspectos da casa impacta a sua vida por completo

Existe um provérbio chinês, que diz que “o homem e seu ambiente são um”. Ao refletir sobre isso, podemos lançar luz à importância de espaços dentro da morada que estejam em harmonia com o nosso mundo interior. Que sejam espelhos de quem somos e do mundo que queremos.

Questões psicológicas - Quantas vezes nos vimos confusos e, o simples ato de arrumar a nossa casa, fez com que começássemos a ver as coisas com outros olhos? Pode parecer estranho para alguns, mas o fato é que ajeitar e ordenar o seu próprio espaço ajuda na organização da nossa própria mente.

Cômodos pequenos com muitos móveis podem gerar gatilhos e sensações indesejadas. Nesse caso, é super prudente incluir a máxima: menos é mais. A desordem ou mesmo o desalinhamento de um ambiente pode aumentar a nossa sensação de estarmos deprimidos ou de mau humor. Isso acontece, pois o espaço reflete também o nosso estado de espírito.

Abra espaço para novas energias, jogando fora objetos quebrados e desgastados, doando o que não se usa, reciclando papeladas que não tem mais serventia. O acúmulo desmedido gera confusão mental.

O mesmo acontece com o excesso de cores. O exagero de combinações pode poluir o ambiente e criar uma área mentalmente desgastante. Esse espaço sobrecarregado e multicolorido pode despertar um estado de alerta na mente, atrapalhando a tranquilidade tão necessária.

Saúde física - Você sabia que uma casa em desequilíbrio pode prejudicar também a sua saúde física? Isso mesmo! Um estudo da Universidade de New South Wales, da Austrália, publicado na revista acadêmica Environment and Behavior, aponta que ambientes desorganizados favorecem o sobrepeso. Isso porque, o local em desordem desperta impulsos para uma má alimentação, podendo causar obesidade, colesterol alto e diabete.

Quem leva trabalho para casa ou não adaptou a sua estrutura para o home office, também sente no corpo como a casa impacta a sua vida. Tentar trabalhar em ambientes que não foram planejados para a atividade específica, pode prejudicar partes importantes do corpo, como a coluna e o joelho.

Fazer da sala de jantar o escritório pode trazer problemas para a saúde a curto e longo prazo, como aponta um estudo publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health, desenvolvido por um grupo de pesquisadores italianos, que mostra o aumento de pessoas em trabalho remoto, que se queixavam de dores lombares e cervicais.

Bem-estar - Existem algumas sutilezas na relação entre o homem e o seu ambiente, que podem influenciar diretamente no seu bem-estar dentro do espaço e, consequentemente, na sua vida. É o caso da qualidade do sono. Com a rotina agitada e tanto estresse, muitas vezes acabamos atribuindo a falta de energia com os percalços do dia a dia. A briga no trânsito, o relatório atrasado, a consulta desmarcada.

No entanto, essa falta de um sono tranquilo pode ser sim influenciada pela ausência de conforto no quarto. De acordo com o estudo da cientista Phyllis Zee, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a presença de luz, mesmo sendo fraca, pode atrapalhar o descanso do corpo.

A pesquisa mostra que a presença de luminosos pode manter os níveis elevados de açúcar no sangue resistindo à insulina, aumentar a frequência cardíaca e causar a interrupção da função metabólica. Além disso, ela desequilibra o sistema nervoso simpático que controla as sensações de luta ou fuga e o sistema nervoso parassimpático que ajusta o descanso ou relaxamento.

O problema afeta ainda mais a criança que necessita biologicamente de uma boa noite de sono para o desenvolvimento do cérebro. Por este motivo, a construção de uma decoração que seja funcional e contemple as necessidades de toda a família, é essencial.

Fonte: Arquiteto de Bolso

Por que pensar em harmonização na decoração


Foto: divulgação

Harmonização é um termo bastante em alta, devido à tão desejada, e às vezes polêmica, harmonização facial. Porém, harmonia também é um conceito que faz sentido na decoração. Graças a ela, os ambientes se tornam mais aconchegantes e acolhedores, favorecendo a tranquilidade e a sensação de bem-estar.

Se você quer ter mais harmonia na sua decoração, mas não sabe como fazer isso, siga lendo as dicas que a Pointer preparou.

O que é harmonização na decoração?

A harmonização na decoração é responsável por fazer com que todos os ambientes da casa conversem entre si, criando uma unidade decorativa. 

Além disso, é graças a ela que os ambientes se tornam mais aconchegantes e acolhedores – e menos conflituosos. A harmonização retira o excesso de informações que podem prejudicar o bem-estar.

Ao se atentar a quesitos como equilíbrio, simetria e harmonia, você consegue transformar a sua casa em um ambiente visualmente mais agradável e com todos os espaços com um estilo decorativo semelhante.

Como harmonizar a decoração?

Quando falamos em harmonia na decoração, buscamos criar um ambiente que seja visualmente equilibrado. Simetria é a correspondência de tamanhos, formas e posição – ambientes simétricos são mais harmônicos e relaxantes. 

A ideia para criar ambientes harmônicos, portanto, é tentar equilibrar todos esses conceitos. Muito complicado? Veja as cinco dicas que separamos.

Atenção às cores - As cores são fundamentais em um projeto decorativo. É importante que os tons escolhidos não sejam cansativos com o passar do tempo e nem tragam sensações desagradáveis ou muito estimulantes.

Por isso, no conceito de decoração harmonizada, as paletas em tons mais claros devem ser usadas na maior parte dos espaços – deixando os tons mais fortes para detalhes pontuais, criando contraste e trazendo sensação de calor e alegria. 

Nos quartos, atenção redobrada: procure destacar as cores que ajudam no relaxamento, como lavanda, azul claro, rosa bebê, branco, bege e cinza claro.

Uma dica de ouro da harmonização é ter todos os móveis e até mesmo os acessórios na mesma cor. Por exemplo: um ambiente com piso, sofá e parede em diferentes tons de cinza. E os detalhes no mesmo tom de verde: vasos, plantas, almofada e quadro. 

Piso e parede com o mesmo revestimento - Quando você usa o mesmo revestimento (de preferência de cor clara) no piso e na parede, acaba “enganando” o olhar – fazendo com que nosso cérebro pense que há uma continuidade entre os elementos.

Equilíbrio nos acessórios e detalhes - O equilíbrio, como vimos, é um dos pilares da harmonia na decoração. Por isso, sempre tenha ele em mente quando for organizar e planejar seus espaços.

As prateleiras e estantes são ótimas para ilustrarmos esse conceito. Uma solução é agrupar itens similares. Veja como foi estilizada a estante do bar, com garrafas de tamanhos similares e copos e taças iguais. Repare também no jogo de cheios e vazios.

Essa inspiração pode ser expandida para outros usos, como a estante de livros.

Evite o excesso - Objetos de decoração, móveis e demais detalhes em excesso, deixam os ambientes sobrecarregados e acabam com a harmonia.

Dessa forma, cuidado com o exagero. Sempre considere o tamanho do ambiente e procure escolher móveis que estejam de acordo com essas dimensões, mantendo, no mínimo, 70cm livres para a circulação.

Os objetos decorativos também merecem atenção. Eles devem aparecer pontuando o ambiente – e não sobrecarregando ele. Se for usar almofadas, por exemplo, analise o tamanho do seu sofá, pensando em uma quantidade que seja agradável ao móvel.

Não precisa usar almofada em todo o sofá, caso ele seja pequeno. Duas em cada canto são suficientes, deixando o espaço do meio do móvel livre.

Não se esqueça da iluminação - O uso correto da iluminação ajuda a deixar os ambientes mais aconchegantes e a valorizar as cores e os elementos decorativos. Em ambientes que devem favorecer o aconchego, como salas e quartos, prefira os tons mais amarelados, que são quentes. Já nos espaços em que é preciso ter mais concentração e foco, como home office, cozinha e banheiro, prefira as lâmpadas brancas.

Outra dica é aproveitar bem a iluminação natural, reduzindo a necessidade de uso de lâmpadas, ajudando a economizar energia elétrica e deixando os ambientes mais amplos e arejados. As paredes e o teto em cores claras ajudam a fazer com que a luz natural reflita melhor.

Fonte: Pointer Blog