A casa como um reflexo de nós mesmos


Fotos: Douglas Sheppard

Temos que buscar o que funciona pra gente. E apesar de tudo isso, acredito que dentro de cada um de nós existe o desejo de sermos nós mesmos.

Precisamos começar a adotar o fato de que casas de vitrine, feitas por decoradores em que a reprodução de tendências é o costume, certamente não nos trará reconhecimento de nós mesmos. Um lugar especial onde a gente mora e quer se enxergar nele. Um lugar onde precisamos juntar nossas rotinas e necessidades harmonizando e organizando espaços que também nutrem a nossa alma.

Pense nesse momento importante de mudança de significado que estamos vivendo em se tratando de morar, onde estamos observando nossos espaços e trazendo mais pra perto da gente essa reflexão sobre a relação com nossas casas.

Entretanto, neste sentido, o grande desafio tem sido transformar essa casa criando uma atmosfera que traduza nossa personalidade e sistemas de crenças. Um espaço que nos preencha de nós mesmos, com autonomia e liberdade a fim de conseguirmos gerenciar, organizar e decorar nossa própria casa comprometida aos nossos propósitos.

Portanto o primeiro passo nesta direção é olhar para dentro de nós mesmos e entender onde a gente quer chegar, buscando o que funciona pra gente. Quando temos um propósito de mudança, o melhor caminho é o questionamento. Ele nos ajudará igualmente a entender em que momento nos encontramos em relação a nossa casa e a nossa vida. Pensar no que estamos precisando no momento presente e em cada objeto que está ali ao nosso redor, com o intuito de trazer memória afetiva e nossa história pra contar.

O que a sua casa transparece?

Além disso, se uma pessoa entrasse na sua casa pela primeira vez, conseguiria identificar o que é mais importante pra você? Ou ainda quem você realmente é através de seus objetos? Aqueles objetos que a gente gosta e mantemos. E que acima de tudo, também fazem parte dessa história podendo ajudar a trazer essa sensação de calor, de abraço, de aconchego e segurança. E ao mesmo tempo em que vão nos ajudando a trazer reconhecimento, e um novo significado para essa mudança que paralelamente acontece baseada nessa reflexão que temos feito conosco.

Diante de tudo isso, pergunte a si mesmo o que é realmente importante manter, ou o que falta pra sua casa se parecer com você, e a partir disso, tenha a coragem de cuidar do seu lar e de sua vida baseado nas respostas que encontrou. Pense na possibilidade de construir um lugar onde você mal pode esperar para voltar, e poder assim revelar com toda certeza quem você é com consciência.

Temos que buscar o que funciona pra gente. E apesar de tudo isso, acredito que dentro de cada um de nós existe o desejo de sermos nós mesmos. Além de querer ir atrás das coisas que acreditamos e amamos, e que nos tornam únicos.

Renovação

Sendo assim, a melhor decisão que podemos tomar nesse sentido, é dizer não a expectativa nas tendências de decoração que mudam a cada estação, e por conta disso, aceitar o fato de que não precisamos ter casa de revista para sermos felizes. Ter mais controle de nossas escolhas, pode tornar nossa vida diferente. Da mesma forma que podemos escolher ser nós mesmos e nossa casa pode ser um reflexo disso.

O momento pede renovação. E quando você encarar essa mudança de acordo com quem você realmente é, e de acordo com as coisas que você gosta e acredita, eu posso te garantir que tomar essa decisão de trabalhar em harmonia com seu propósito pode transformar a sua casa e consequentemente a sua vida.

Por: Clô Azevedo | Fonte: Vida Simples

Casa com afeto: tudo que você precisa entender sobre arquitetura emocional


Fotos: Vogue

O lar é o nosso coração emocional - um lugar para restaurar o equilíbrio. A casa é o o nosso canto no mundo, lugar para relaxar, sonhar, ler... Já parou para pensar que um dos maiores luxos da vida moderna é o tempo não programado e não comprometido? Pois é! Então precisamos urgentemente repensar nossa casa e aproveitá-la da melhor maneira possível.

A Arquitetura Emocional tem um significado muito importante. Muitas vezes não damos conta, mas cada ambiente nos provoca um sentimento. Sim! Isso é bem verdade, eu mesma em cada projeto busco sempre evidenciar a funcionalidade sensorial dos espaços e frisar que o fundamental em um ambiente é a clareza de propósito no qual ele se constitui e o que nos faz “vibrar”.

E sabe por que? Já pensou que gastamos 87% das nossas vidas dentro de edificações? E a maneira como esses espaços são projetados afeta e muito, em como nos sentimos e nos comportamos. O Design não é apenas visual. É um processo racional. É uma habilidade. E Finalmente, uma ferramenta para melhorar nossa humanidade.

Mas como assim? Simples! A atração por um ambiente é um reflexo da disposição de cada objeto, da mistura das texturas e mais ainda do valor sentimental que ele nos passa.

Isso mesmo! Os ambientes não são apenas onde moramos, são muito mais do que peças de mobília, eles “falam” realmente sobre a nossa vida interior, sobre como vivemos como seres humanos.

Então o que precisa ser lembrado na hora de decorar? É preciso ter como lema o conceito de que todos nós precisamos adicionar felicidade aos nossos lares, pois isso sem dúvida faz com que a gente viva bem melhor. Afinal, se você não for feliz em casa, onde será?

É evidente que a noção de felicidade é muito pessoal. Mas não importa o que a felicidade signifique para você, ela sempre envolverá suas emoções e seus sentidos. Então aproveito para propor: preste atenção aos seus sentimentos quando estiver em casa.


O que te faz feliz? O que te incomoda? Um perfume específico? Qual espaço que mais gosta? O que te faz bem onde você vive? A vista? A vela perfumada em cada ambiente? As plantas?

Muito provavelmente o que gera bem estar é uma mistura que “conversa” com todos os seus sentidos e faz com que não seja apenas uma noção visível, mas sentida, de lar e felicidade.

Para finalizar, ao meu ver, nós arquitetos ou Designer de Interiores temos como principal objetivo, melhorar a qualidade de vida das pessoas. É Preciso pensar na experiência de dentro dos espaços como um derivado de estímulos aos sentidos (visão, tato, olfato, audição).

O design precisa abordar temas como: valores humanos, melhoraria da qualidade de vida, necessidade de desenvolver a empatia e a sensação de espaço.

Ambientes não apenas contam a história e o uso de onde estão, mas também são os interlocutores diretos da mensagem que queremos transmitir. Conforto, delicadeza, rusticidade, relaxamento, sobriedade e por aí vai.

E lembre-se: quando se prioriza as necessidades humanas e emocionais dentro de um espaço, o design pode ter um impacto profundo.

Por: Renata Zappellini | Fonte: Vogue 

Sua casa é "antidecoração"? Conheça a tendência e descubra

Fugir de estilos pré-determinados é uma das marcas do conceito que ganha cada vez mais adeptos


Foto: Luis Gomes/Casa Vogue

Já pensou em uma decoração cuja proposta é justamente não seguir estilo nenhum? Confuso, mas é possível dizer que esse movimento vem crescendo cada vez mais. Inspirada na filosofia "anti-goals" ou antimetas, criada pelo empresário Andrew Wilkinson, a antidecoração aparece como uma alternativa mais real, funcional e afetiva para o lar. 

Na maioria das vezes, quando se quer atingir o sucesso em algum âmbito da vida, é preciso sentar e traçar metas, porque colocar aquilo que você quer no papel pode ser libertador e ajudar na organização para fazer aquilo acontecer. Entretanto, para Wilkinson, é preciso fazer o contrário. 

Ao invés de se prender em expectativas ilusórias, para ele é preciso viver no presente, relaxar e encarar o fato de que nem tudo se tornará real. Para isso, ele sugere escrever uma lista de coisas que você não quer ter na sua vida, e o mesmo serve para a decoração.

Listar tudo o que te irrita dentro de casa, cômodo por cômodo, é o estágio inicial do "anti-décor". Depois, basta pensar em soluções simples, que não envolvam a estética, mas tenha em voga a praticidade e a qualidade de vida. A falta de espaço no armário te irrita? Basta comprar uma arara, diria esta filosofia. 

A antidecoração também envolve as vontades próprias no morador, e não estar sempre pensando em modas passageiras ou estilos definidos. É jogar tudo para o alto e fazer aquilo que vem na cabeça, desde que lhe faça feliz. 

Desta forma, o espaço se torna muito mais afetivo e personalizado, não com móveis milimetricamente planejados, mas com objetos que tenham personalidade. "A humanização dos ambientes, a filosofia de utilizar apenas o necessário ou de não ter a casa com cara de showroom está cada dia mais forte e acredito em uma crescente nesse assunto. Vejo que, cada vez mais, a decoração dará espaço para as memórias e as peças práticas que o próprio morador vai fazer", reflete a arquiteta Pati Cillo.

Vale ressaltar também que esse estilo foca muito mais em projetos "faça você mesmo", justamente por ser mais desconstruído e menos industrializado. "Isso pode até mudar a função do arquiteto ou do decorador, prestando uma assessoria com um olhar mais humano, utilizando de itens que o morador já possui", complementa a especialista, que muitas vezes usa peças de família ou objetos afetivos para trazer um ar mais aconchegante e sensível ao lar.

Porém, para a arquiteta Patrícia Pomerantzeff, da Doma Arquitetura, a antidecoração é até controversa. "Em um projeto não existe certo ou errado, o que existe é uma intenção por trás do que se está fazendo, e se sua intenção é não seguir um padrão, ou focar na funcionalidade, isso já é uma decoração por si só". E você, o que pensa sobre?

Por : Ana Beatriz Hoffert | Fonte: Casa Vogue

Dicas práticas para utilização de cestos na organização doméstica


Foto: divulgação

Às vezes um utensílio é apresentado para determinadas funções que não enxergamos seu total potencial. E não é necessária muita criatividade para criar cenários em que esses objetos possam ser incluídos. Estamos aqui para te ajudar com algumas dicas para um excelente aproveitamento de todas as praticidades de cestos plásticos.

Ambientes Organizados

Muitas vezes não paramos para pensar como a organização facilita a vida e otimiza o tempo. Boa parte das pessoas vive na correria de uma rotina desgastante, por isso um ambiente organizado passa sensação de bem-estar e comodidade.

Neste momento, você pode dar os primeiros passos, por conta própria, na organização da casa, sem o envolvimento de um profissional e evitando gastos desnecessários. Tudo começa ao evitar deixar coisas espalhadas pelos cômodos, ou transferir o problema de um lugar a outro, às vezes menos visível. A bagunça vai seguir ali, é fato.

E o princípio da organização é ter tudo o que for necessário sempre ao alcance da mão, de fácil acesso. Existem diversos itens de organização, um deles são os cestos organizadores, ótimos para o ambiente doméstico.

Dicas para utilização de cestos na organização

Os cestos organizadores são muito úteis, já parou para pensar que eles podem servir como cesto de roupas sujas ou até mesmo como uma sapateira quando empilhados?

Vamos dar algumas dicas, que possam te ajudar no emprego desses organizadores dentro da sua casa:

Organização de roupas sujas e limpas - Se você é daquelas pessoas que joga as roupas sujas no chão, não tem mais desculpa, um cesto organizador é perfeito para colocar as roupas sujas ou organizar as limpas depois de passadas.

As alças permitem transferir as roupas limpas assim que foram passadas, direto para o guarda-roupas. O cesto é inclusive um ótimo organizador interno no roupeiro.

Organização de alimentos ou produtos de limpeza - Na ausência de uma fruteira, um armário, uma dispensa, os cestos são empilháveis, até cinco unidades, para separar frutas, alimentos, potes e utensílios do dia a dia.

Na área de serviço serve de organizador dos produtos de limpeza. Imagine um andar para itens que vão à máquina de lavar, outro para o banheiro e outro para a casa, sem risco de estragar um móvel pelo uso do produto errado.

É de pequeno que se aprende ser organizado - Quem tem criança em casa sabe da dificuldade de deixar os brinquedos em ordem, mas é de pequeno que se aprende a ser uma pessoa organizada. O cantinho da brincadeira não precisa ser o cantinho da bagunça. Dê exemplo ensinando a guardar os brinquedos depois da diversão. Um cantinho da brincadeira exclusivamente para os pequenos soltarem a imaginação e brincar.

Um local para deixar os calçados - Acabe com os calçados espalhados por toda a casa ou ficar procurando o par certo. Cestos organizadores empilhados ao lado da porta de entrada funcionam como uma sapateira, com os calçados para usar dentro de casa e os de uso externo, evitando sujar o chão.

Mais segurança no transporte de compras - Os cestos são um ótimo substituto para sacolas plásticas, além de ajudar muito em relação ao meio ambiente você também poderá carregar muito mais compras em um só compartimento, sem a fragilidade das sacolas e a possibilidade de quebrar alguma coisa.

Estante de livros e revistas - Quando se é um amante por livros, você quer manter todos muito bem aparentes e organizados na sala, montando uma estante de livros e revistas para deixar todos à mostra e bem cuidados, sem falar de um local seguro para o controle remoto.

Infinitas possibilidades em um só produto, que aparentemente serviria apenas como expositores. Abra sua mente e veja as possibilidades que cestos organizadores podem lhe oferecer e aprenda a otimizar os espaços da sua casa e até mesmo o seu próprio tempo.

Fonte: Blog da Presto

Casa organizada: porque você deve ter uma e hábitos para seguir


Foto: divulgação

Se a sua casa parece ter sido atingida por um vendaval de tanta bagunça, mantenha a calma, respire fundo e leia esse post até o fim.

Nas próximas linhas, você irá conferir dicas espertas para te ajudar a manter a casa organizada, limpa e cheirosa. Vem ver!

Porque você deve ter uma casa organizada

1. Ela fica mais bonita - É fato: uma casa organizada é tudo o que você precisa para revelar o que ela tem de mais bonito. Ou vai dizer que dá para apreciar uma decoração no meio da bagunça? Difícil né.

2. Você ganha espaço - Acredite se quiser, mas a bagunça consome muito espaço.

Objetos jogados pelo chão, chaves, cartas e outras muambas espalhadas pela mesa, aparador e bancada da cozinha, só serve para ocupar espaço e deixar a sua casa com a sensação de ser menor do que realmente é.

Experimente livrar todas as superfícies da bagunça e logo você verá sua casa crescer, literalmente

3. Funcionalidade - Uma casa organizada é muito mais funcional. Isso porque você consegue acessar tudo o que precisa de modo prático, rápido e fácil, sem a necessidade de ficar esbarrando em coisas ou tendo que se livrar de objetos para abrir uma porta de armário, por exemplo.

4. Evita compras desnecessárias - Quantas coisas você já comprou sem necessidade? Se a sua casa está desorganizada fica difícil visualizar o que se possui e com isso as compras sem motivo são mais frequentes.

Portanto, manter a casa organizada pode ser uma ótima maneira de economizar um dinheirinho.

5. Reduz o estresse - Ambientes bagunçados e desorganizados são um problema para o cérebro. Isso porque o gasto de energia mental para encontrar coisas é muito maior.

Vale lembrar também que bagunça gera estresse, uma vez que é difícil para o cérebro manter a concentração e a capacidade de raciocínio em locais desorganizados.

Hábitos para manter a casa organizada: dicas gerais

1. Planejamento e cronograma - Antes de começar a colocar ordem na casa é importante traçar um planejamento e um cronograma. Você pode fazer isso usando aplicativos no celular ou, então, papel e caneta.

A dica é anotar tudo o que precisa ser feito na sua casa para mantê-la sempre limpa e organizada.

Comece pelas tarefas diárias, como arrumar a cama, tirar o lixo e lavar a louça, depois passe para as tarefas semanais, como lavar roupa, tirar o pó dos móveis e lavar banheiros, até chegar nas tarefas mensais, geralmente mais complexas e demoradas, como limpar todos os vidros e organizar a dispensa.

Se desejar ir ainda um pouco mais além, adicione nesse planejamento as atividades que devem ser realizadas anualmente, como limpar o guarda roupa ou os armários.

A partir desse diagnostico de todas as tarefas fica muito mais fácil organizar a sua rotina para manter a casa sempre limpa.

O ideal é que as atividades diárias não ultrapassem 15 ou 20 minutos. Já as tarefas semanais e mensais costumam tomar um pouco mais de tempo.

Nesse momento do planejamento também é interessante que você defina a frequência de faxinas. Algumas pessoas preferem uma faxina pesada a cada 15 dias, outras 1 vez por mês. Mas isso muda muito de acordo com a sua realidade e com a capacidade da sua casa reter sujeira e bagunça.

Por exemplo, uma pessoa que mora sozinha com toda certeza vai ter uma necessidade de faxina diferente de uma família com dois filhos.

Por isso, a dica é adaptar o cronograma a sua realidade.

2. Envolva toda família - Depois de definido o planejamento chegou a hora de distribuir funções. Não tenha medo de delegar tarefas, inclusive para as crianças. É muito importante que elas aprendam desde cedo a ter responsabilidade e senso de trabalho em equipe.

Separe as atividades de acordo com as possibilidades de cada um.

3. Livre-se dos excessos - É praticamente impossível manter uma casa organizada com acúmulo de objetos.

Por isso é de extrema importância que você faça um destralhe de tudo o que não serve mais, incluindo roupas, sapatos, acessórios, documentos, papeis, utensílios de cozinha e tudo mais que você tiver guardado e simplesmente não usa.

A sensação de leveza é imediata.

4. Pegou, guardou - Adote na sua casa o lema: pegou, guardou, sujou, lavou. Isso faz toda a diferença na organização e ajuda no processo de entregar responsabilidade a todos os moradores.

Se cada um fizer a sua parte na rotina de organização da casa tudo fica mais fácil.

Mantenha armários com gavetas para facilitar o armazenamento dos objetos e crie espaços para guardar cada coisa.

As cartas que chegam, por exemplo, podem ser colocadas em caixas organizadoras ou em algum suporte de parede logo na entrada da casa. As chaves devem ir para um chaveiro.

Bolsas e casacos também devem ter destino certo. Já os sapatos é sempre interessante mantê-los em uma caixa ou móvel do lado de fora da casa. Além de deixar tudo em ordem, você ainda evita de trazer a sujeira da rua para dentro de casa.

5. Faça um apanhado geral antes de dormir - Um pouquinho antes de se deitar para dormir dê uma passada rápida pelos cômodos para organizar os objetos e devolvê-los ao lugar.

Essa dica é especialmente interessante para quem não tem tempo de fazer isso pela manhã.

Dobre os cobertores na sala, ajeite as almofadas, coloque a louça suja na pia, recolha brinquedos e outros objetos espalhados e leve a roupa suja para máquina.

Ao acordar a sensação será muito mais agradável.

Fonte: Decorfácil