O que o espaço da sua casa diz sobre você?


Foto: divulgação

“Não repara na bagunça!” 

Com certeza você já ouviu muito essa frase. Mas você sabe o que ela representa para a sua vida?

Estudos mostram que existe uma relação entre o descuido com a casa e a saúde mental.

Segundo a revista especializada Journal of Environmental Psychology, a maioria das pessoas com dificuldades de enxergar sensações positivas em seu lar também possuem baixos índices de bem-estar e problemas em seus relacionamentos.

Pois é, assim como a nossa casa merece uma “faxina” de vez em quando, a nossa mente também precisa de uma “limpezinha”. Sabe aqueles sentimentos que você vai guardando lá no fundo do “baú”?

Pois é, precisamos olhar com amor para esses sentimentos e organizá-los de forma consciente para poder dar significado a eles.

Aprender a arrumar a sua casa e os seus sentimentos vai ser essencial para começar a nossa própria transformação.

O que a felicidade tem a ver com minha casa?

“Comece arrumando a cama todos os dias pela manhã”, disse o almirante William McRaven, comandante da SEAL (tropa de elite americana da Marinha) em seu famoso discurso na Universidade do Texas.

Mas por que esta tarefa, aparentemente fácil, é tão importante no treinamento da Marinha americana?

É muito simples: se você arruma sua cama pela manhã significa que já cumpriu pelo menos uma tarefa do seu dia. Afinal, se você tiver um dia ruim, pelo menos chegará em casa para dormir em uma cama arrumada. “Uma cama organizada traz a esperança de que amanhã será melhor”.

Arrumar a própria cama nos ensina muito a ter disciplina, ser positivo, e a olhar com amor para as nossas emoções. 

Arrumar a cama significa vencer a batalha contra a parte de você que diz que “tanto faz”. 

Arrumar a cama é o primeiro passo para você sair da sua zona de conforto, de se preparar para ganhar o seu dia e treinar a sua mente para começar a transformação. 

Vença o que você pode vencer, mesmo que, no início pareça algo pequeno e insignificante. 

Acredite, você vai se surpreender e sem perceber fará coisas inacreditáveis (na sua casa e na sua vida)! 

Como criar um ambiente saudável para a sua mente?

Em tempos de pandemia e confinamento, a nossa casa pode nos despertar múltiplos sentimentos. Aliás, o que você sente quando está na sua casa? 

Se você se sente cercado pela desordem e procrastina a “arrumança” no armário, saiba que isso também pode afetar o seu bem-estar mental. 

Segundo Murilo Carvalho Lobato, psiquiatra do Instituto Castro e Santos, em Brasília, a construção do ambiente é um reflexo da natureza psíquica. Então, se você está com a mente desorganizada, ela reflete em um ambiente caótico também.

Comece a se perguntar: o que aconteceu no seu dia (ou no seu passado) para que você não consiga quebrar o hábito da desordem? Os objetos que estão na sua casa ainda fazem sentido no seu contexto de vida? Você se sente feliz ou triste? Será que existe alguma coisa te impedindo de receber coisas (e pessoas) novas? 

Às vezes com pequenos ajustes te ajudarão a criar uma nova rotina e potencializar a energia que você precisa para alcançar os objetivos da sua vida. Não se arrependa do que você não conseguiu, mude seu foco para o que vem pela frente. 

Desentulhe, crie novos espaços, invista em novas cores, compre um vaso novo ou pendure um quadro diferente. Você vai descobrir como a sua casa pode te ajudar a ser mais feliz! 

Sua casa em forma de história!

Você já entrou na casa de alguém e se sentiu alegre ou triste? Pois é, se “as paredes falassem”, elas diriam muito sobre quem mora nelas.

Quanto mais você se cerca de coisas que te fazem bem, mais você acorda bem-disposto e cheio de energia. 

Personalizar seu cantinho pode ser a coisa mais importante que você fará por você mesmo nesta pandemia!

É engraçado, como a gente consegue “imprimir” a nossa personalidade na nossa casa: fotos da família e dos amigos, por exemplo, registram os melhores momentos da nossa vida. 

Itens de decoração e peças nos trazem boas lembranças de uma viagem especial ou até mesmo papéis de parede contam aos outros nosso gosto divertido ou tradicional.

Muitos estudos comprovam que as plantas, por exemplo, além de melhorarem a qualidade do ar trazem uma sensação de calma. Já a luz natural alivia o estresse e a ansiedade, além de impulsionar o nosso humor e te faz poupar energia e dinheiro! 

Lembre-se: o seu lar é o lugar onde você se sente acolhido e confortável. Crie espaços de relaxamento, como o cantinho da leitura ou do “Netflix”, recheado de cobertinhas e almofadas ou uma cozinha equipada com seus temperos favoritos. Seja criativo – cada detalhe faz a diferença no dia a dia.

Aos poucos você criará um espaço que te ajudará a sorrir mais e a te trazer uma sensação de pertencimento genuíno e verdadeiro. Prepare-se para sentir o prazer daquele suspiro de chegar em casa e pensar “este é o meu verdadeiro lar!”

Por: Virgínia Planet | Fonte: House Feelings

Sobre felicidade e manuais - ou um convite à reflexão


Foto: Ashutosh Sonwani/Pexels

Este não é mais um texto sobre SARS-COV, pandemia, ou esta atribulação toda que fez nossas vidas darem umas mil voltas de 360º. Estamos fatigados, extenuados, exauridos, desse novo normal, que ninguém queria. Mas (pô, já vem um mas?)... Não há como dizer que o texto a seguir não seja parcialmente motivado pela vida caótica dos últimos anos. E pronto. Chega de Covid.

Vamos falar de vida. Aquele troço que cai no nosso colo sem manual de instrução, sem call center e, muito menos, recall. Uma coisa tão estranha, que a gente já entra em cena chorando. Maravilhosa em inúmeros momentos. Assustadora e triste, em outros tantos. Mas é o que temos para o momento. Sem entrar no mérito da fé, das crenças de cada indivíduo e de suas interpretações do pós-vida. Estou falando DESTA vida. Aqui, agora, 2022. Será que a gente anda lidando com ela direito?

Não. Eu não vou me desmentir. Manual, não existe, mesmo. Sete bilhões de seres humanos jamais iriam viver exatamente da mesma forma. O que, por si só, já torna essa tal vida, bem especial. Mas esse assunto fica para outra hora.

Quero me ater aquilo que está na palma da nossa mão. As pequenas e as nem tão pequenas decisões do cotidiano. Dar um giro no quarteirão, sem razão alguma, só para sentir o vento no rosto. Terminar de ler aquele livro que se transformou em apoio para o pé em falso da mesa. Ou parar de falar tanto EU e praticar um pouco o NÓS. Esquecer por uma tarde do saldo no Bradesco, do extrato no Itaú, e se perguntar "hoje foi um dia feliz? O que é um dia feliz? Nossa!!! Ser feliz é importante! Tão importante que eu nem sei direito a cor desse bicho..."

Até porque "fazer feliz" sem "ser feliz", há controvérsias, mas não dá, hein. Só por isso já vale o esforço de se aprofundar um pouco mais no tema. Nem precisa doutorado, uma graduação já está valendo.

Nós vivemos no mundo do instantâneo, da pressa, da ansiedade. E o mundo da respiração, do atirar a pedrinha n'água para ver se quica, esse se escondeu. E anda fazendo falta. Por todos os cantos em que o olhar alcança. E certamente em você, corajoso (a) leitor (a) que chegou até aqui. E em mim, este que vos escreve, com absoluta certeza!

Afinal, um dia a respiração acaba. Para mim e para você, este mundo acaba. Esta vida. E aquele belo livro pode continuar só calçando a mesa. Sem ninguém para ler o coitado.

Por: José Francisco Alves, publicitário por profissão e escriba, por pura paixão.

Pare tudo e vá organizar sua casa

Foto: Ketut Subiyanto/Pexels

Manter a casa em ordem e limpa não é apenas uma questão de higiene, tem muito a ver com seu nível de motivação para executar – e finalizar – tarefas em outras áreas de sua vida. Um ambiente organizado nos ajuda a equilibrar nossas emoções, a pensar com maior clareza e a manter a tranquilidade. Sem contar que, quando tudo está em ordem, conseguimos economizar tempo e investir nossa energia de forma mais inteligente para sermos mais produtivos.

Quando você acorda logo de manhã e encontra sua cozinha limpa e sem aquela pilha de louça para lavar, por exemplo, o impacto em seu humor e motivação é muito melhor e com certeza isso fará diferença em seu dia. O mesmo vale para seu armário e suas gavetas: quanto tempo e energia você poderia economizar se não tivesse que ficar procurando todos os dias a peça de roupa que você quer no meio da bagunça que estão suas coisas? Ao organizar, é possível até mesmo que você descubra roupas que nem se lembrava mais.

A desordem na casa interfere em nossa atitude diante de outros setores de nossa vida, como já citado. Um local caótico nos leva a um caos interno também e, quanto maior a desorganização, menor o rendimento. Por isso, faça um cronograma de limpeza e de arrumação, deixe sua casa com cara de lar. Um local aconchegante onde você se sinta bem de verdade. Destralhe-se! Jogue fora coisas quebradas, doe coisas que você já não usa e que podem ser úteis para outras pessoas, livre-se de tudo que polua esse ambiente onde tudo deve estar em harmonia.

Mas como vencer o desânimo e encarar a arrumação?

Para facilitar, aqui vão algumas dicas para a organização que podem te ajudar a se manter motivado nessa missão. O importante é estabelecer tarefas que você consiga cumprir, não adianta se propor a fazer uma super limpeza duas vezes por semana se você sabe que não terá tempo para isso.

Seja realista - Planeje metas diárias que podem ser realizadas aos poucos e sem muito esforço, assim, as chances de você prosseguir nessa missão são bem maiores. Comprometa-se a realizar pelo menos essas pequenas tarefas diariamente, como: lavar a louça, arrumar a cama e esvaziar as lixeiras. Você vai perceber que, após alguns dias executando fielmente essas mesmas tarefas, elas se tornarão um hábito e passarão a ser feitas com muito mais naturalidade.

Saia da inércia - A inércia é um dos grandes fatores que nos levam a procrastinar. Quanto menos você faz, menos você quer fazer… sabe aquela coisa de “amanhã eu faço” e nunca faz? Então, faça um esforço e saia da inércia! Comece com uma atividade pequena e faça uma por vez. Não serão raras as vezes em que, ao fazer suas tarefas diárias por exemplo, você acabe se empolgando para realizar outras tarefas “bônus”. Se você pode lavar aquela loucinha suja na pia, não deixe para depois, faça agora! Não espere acumular, resolva enquanto está fácil! Não deixe essas tarefas simples e que podem ser feitas rapidamente para serem feitas depois, apenas em um dia da semana. Eliminando as tarefas básicas, a faxina completa da casa será muito mais rápida, porque o ambiente não estará um caos.

Não junte coisas que você sabe que não vai usar! - Esse negócio de “pode ser que um dia eu precise” é uma armadilha para a bagunça. Quanto menos coisas você tem, mais fácil fica a manutenção da organização e mais “limpo” fica o ambiente, em todos os sentidos. Uma casa com poucos objetos é muito mais receptiva e harmoniosa. Então, se está quebrado, rasgado ou estragado: jogue fora! Se está em bom estado, mas você não usa há um bom tempo: doe!

Mantenha os armários e gavetas sempre arrumados - Não é porque seus armários ficam fechados que você pode manter a bagunça dentro deles. Quando você deixa seus armários e gavetas organizados, economiza tempo e dinheiro. Economiza tempo porque, ao se perder na bagunça, você não consegue encontrar facilmente os itens que precisa no seu dia a dia e demora muito mais para se vestir, por exemplo. E economiza dinheiro porque deixa de perder muitos alimentos que se estragam em sua despensa, simplesmente pelo fato de que, ao arrumar tudo, você sabe o que tem ali. Sem contar que a organização dos armários e gavetas influencia na ordem que você consegue manter no restante da casa. Um dica para deixar tudo sempre arrumadinho é: Se usou, guarde! Se pegou e não vai usar, guarde!

Monte um cronograma de organização e deixe em um local visível - Lembrando, novamente, que as metas precisam ser realistas e você precisa se comprometer com elas para que tudo funcione. Neste cronograma, organize as tarefas em categorias:

As que precisam ser feitas diariamente, como - Lavar a louça, Arrumar a Cama, Esvaziar as Lixeiras, Passear com o cachorro…

As que precisam ser feitas uma vez por semana, como - Lavar a roupa, Varrer, Passar aspirador, Trocar as toalhas de banho, Lavar o banheiro, Tirar o pó dos móveis, Eliminar a bagunça espalhada pela casa… (Neste caso, distribua as tarefas em dias diferentes para que você não se sobrecarregue).

As que precisam ser feitas mensalmente, como - Organizar e limpar armários e a dispensa, Limpar vidros e janelas, Limpar o freezer, Limpar lâmpadas e lustres, Separar itens para doação ou para jogar fora… (Não faça tudo no mesmo dia, defina dias diferentes para cada atividade).

As que precisam ser feitas semestralmente, como - Lavar cortinas, Lavar ou trocar os travesseiros, Fazer reparos necessários na casa… (A mesma regra vale aqui, não deixe tudo para o mesmo dia).

E nunca se esqueça: a organização do ambiente em que você está influencia diretamente em seu equilíbrio emocional, em sua energia e motivação. Ao finalizar uma tarefa, você normalmente se motiva a realizar outras. Não deixe para depois, faça agora!

Por: Ane Caroline Janiro - Psicóloga | Fonte: Psicologia Acessível

Sua casa é reflexo de como você está


Foto: Getty Images

Você já parou para pensar que a bagunça pode atrapalhar sua vida e interferir no seu bem-estar? Pense em como estão guardados seus documentos. Você anda se estressando ao procurar objetos pela casa? Suas finanças estão em ordem? Há papéis acumulados e você não tem energia para organizar, nem ideia por onde começar a fazer isso? Às vezes simplesmente parar e olhar para sua casa ou local de trabalho pode fornecer grandes pistas e ferramentas para o autoconhecimento e a realização de mudanças.Conhecer a si mesmo revela possibilidades e limitações para renovar e conquistar novos caminhos. Acredite, todo mundo tem um lado abandonado, paralisado, magoado. Todos guardam a criança feliz, bem cuidada ou negligenciada e uma infinidade latente de emoções. E é possível encontrar todas elas no lugar onde se trabalha e mora.

O acúmulo de objetos ou a negligência com determinadas áreas da casa geralmente estão associados a razões mais profundas ou secretas, consciente ou inconscientemente relacionadas a alguma questão pendente do passado. Pode ser uma postura defensiva por não estar preparado para lidar com o assunto ou não querer enxergar tal fato. E aqui falo tanto de lembranças boas quanto tristes, ambas podem doer na alma.A verdade é que teimamos em não abandonar o passado, que se acumula facilmente em cartões, cartas, panfletos ou guardanapos com dizeres e anotações, formas materializadas de momentos especiais e de épocas que não queremos esquecer. É um modo de vida. Se achar que não interfere em seu crescimento emocional e tiver espaço físico para o armazenamento, voilá, pode continuar a colecionar estas lembranças. Mas se pretende fazer uma mudança de vida e quer começar a empreender seus projetos ou sair da estagnação, desapegar-se de tais objetos é o primeiro passo para tais conquistas. Pessoas apegadas às recordações vivem no passado e não percebem que tal comportamento as impossibilita de viver o presente. Como diz um clichê antigo, o presente é uma dádiva, e as pessoas esquecem de honrá-lo, deixando de experimentar mais a vida.

E você? Tem usado a bagunça como arma para não realizar os seus sonhos? Vive dando desculpas da falta de tempo para não comparecer às reuniões com os amigos, festas de aniversário, enfim, qualquer evento social, e ainda reclama de ser solitário? Se está pensando em mudar, já pensou no que pretende fazer com o tempo livre?

Tem planos futuros? Está disposto a vivenciar novas experiências, livrar-se do velho e dar lugar ao novo? Em caso positivo, comece a organizar sua vida com planejamento, disciplina e calma. Se precisar de uma ajudinha, tudo bem, ninguém é de ferro. Mas escolha uma pessoa que realmente possa auxiliá-lo nesta missão em dias mais críticos,alguém livre dos mesmos apegos. Avalie a necessidade de investir em material para facilitar o trabalho (pastas, arquivos, gaveteiros, caixas,divisórias para gavetas etc.), marque o dia D para dar a largada, planeje as paradas para as refeições e mãos à obra. E não se esqueça de levar em consideração três premissas básicas: a seleção, o descarte (separe o que será doado,reciclado, vendido ou jogado fora) e a organização do que ficou.

Doar o que é desnecessário na nossa vida, especialmente em períodos que ocorrem catástrofes como enchentes e terremotos, facilita o processo de desapego e ajuda a sair da estagnação. É uma ação efetiva de contribuição para uma sociedade mais solidária.

E você perceberá que depois de iniciar a limpeza todos os sentimentos guardados virão à tona, mesmo os conflitantes. Ao mesmo tempo em que sentir á vontade de desistir, não vai querer parar mais. Fique atento, não fuja das metas e não esgote suas reservas de energia. Siga num ritmo que o mantenha motivado comemore cada uma de suas vitórias. Observar os sacos cheios com a seleção do que irá para o lixo e do que será doado é uma grande motivação. E um presente para o seu processo de autoconhecimento.

Experimente fazer isso ficará surpres@!

Por: Alexandra Tsouroutsoglou | Fonte: BodyPulse